Hiving Pesquisas Remuneradas

Como Criar Um Blog Do Zero Passo A Passo


O final das senhas ou a valorização da privacidade? A concretização das distopias do seriado 'Black Mirror' ou uma viagem até Tóquio em 50 minutos? Em seu décimo aniversário, a Serafina convocou escritores e cartunistas para imaginar o país e o mundo daqui a dez anos. Penso antes nas coisas que irão sumir do que nas que vão aparecer. Água mineral em garrafas de plástico.



Chaves e fechaduras. Senhas. Fios, tomadas, carregadores: acredito que a luminosidade solar possa oferecer conta. http://netpraciadoalimento0.beep.com/a-aplica.htm?nocache=1530648704 , bullying, assédio sexual haverão de eliminar, com câmeras dentro de salas de aula e em toda porção. Cadeias vão aumentar, a menos que a punição por banimento eletrônico e tratamento químico se generalize. Numeração de roupas e sapatos.


Nunca funcionou perfeitamente, aliás. Com biometria e impressão em 3-D, sua roupa chega sem ajustes. http://drinkssite67.beep.com/como-obter-dinheiro-online-2018-07-03.htm?nocache=1530621798 , motoristas de táxi, funcionários de caixa, balconistas: os empregos na especialidade de serviços conhecerão o mesmo declínio experimentado no universo industrial. Sobrarão os entregadores, não acredito que de bicicletas. Penoso idealizar o desaparecimento das forças armadas tradicionais em tão curto tempo. Mas a batalha eletrônica (imagino em hackers causando de apagões a acidentes nucleares) avançará. O triunfo encerramento da ciência sobre a religião dependerá, mais e mais, da China.


Quando somos jovens, dez anos são diversos anos. Ainda me lembro: teria uns vinte e a ideia de ter trinta era, simultaneamente, remota e espantosa. Quando cheguei aos 30, os 40 já eram menos remotos porém mais espantosos. http://novidadesartesao97.jiliblog.com/14690842/possibilidade-expor-sidebar-por-ordem o tempo passava de forma acelerada e eu ainda me lembrava de ter chegado aos 20 na semana anterior. Hoje, com quarenta e mais uns trocos (41, pronto, quase 42), olho para os cinquenta (para os 51, pronto, quase 52) e imagino que lá estarei amanhã de manhã. Meio século de vida: não é possível.


A festividade só começou. E depois, com o meu incurável narcisismo, vou desbobinando as enciclopédias masoquistas em contagem decrescente: Mozart morreu aos 35; Charlie Parker aos 34; Keats aos 26. E eu? http://academiaecianet97.ebook-123.com/post/planos-de-aula ? Os amigos entram em cena: Saramago despontou para a literatura aos 60! Ainda tens 10 anos! É isto que gosto nos meus amigos: o talento pra farsa piedosa. Eles é que merecem o Nobel. Lamento, Serafina: não entendo como será o universo daqui a uma década. Penso que o caso será outro -veículos sem motorista; um robô em cada residência; Viagra na pasta de dentes. Entretanto se o passado ensina algo é que nós, humanos, continuaremos a ser o mesmo caos patético de a todo o momento.


Inseguros, invejosos, apavorados. Todavia bem como capazes de adorar, sonhar e construir. Quando penso no mundo futuro, não é no mundo que eu imagino. É no meu universo. Na minha tribo. Os meus amores, os meus amigos. E até os meus inimigos, sem os quais a vida perderia cada encanto. Se eu e eles estivermos por cá no momento em que eu aparecer aos cinquenta anos (ok, desisto: 52), garanto ao leitor que melhor é inaceitável.


O universo em 2028 será mais próspero, pacífico, verde, tolerante, abundante e divertido. Passaremos bem mais noites frescas trocando figurinhas da Copa ou das Olimpíadas com estranhos pela avenida. Beberemos drinques com champagne como quem hoje toma cerveja em lata. O Brasil receberá bravos imigrantes que deixarão o país mais cosmopolita e divertido.


A África será a nova China e mais centenas de milhões de pessoas sairão da miséria. Porém haverá um dificuldade: os intelectuais. Com a produtividade maior, mais gente conseguirá se doar ao luxo de ir a existência problematizando. A bordo de hotéis com rodas (ônibus autônomos com suítes individuais e serviço de quarto), intelectuais e políticos farão romarias pelo Brasil disseminando ideias de injustiça e opressão.


  • Vinte e três - sábado - estação Paulista
  • Convergência de mídias
  • 300000 visualizações = $ 900
  • Sua mensagem
  • 09/10/2012 às 14:Quarenta e três
  • Certifique-se de que seu web site seja ligeiro
  • 14 - Quatro Cantos - Karyna Spinelli (de Karynna Spinelli)
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Os problemas que eles inventarem serão pauta de mídias sociais e sites de notícia. Viveremos em 2028 no universo mais envolvente e próspero até deste modo, entretanto que pena: não teremos consciência disso. Em 10 anos, olharemos para trás e morreremos de desonra do festival de selfies, das fotos dos pratos de comida, da aparência perfeita pela ioga, do exibicionismo sem encerramento, da ostentação sem limite que desfilamos nas mídias sociais. Reclamamos que o Facebook entrega de bandeja nossos fatos, mas diariamente servimos sem parcimônia, depois de uma mãozinha de verniz, claro, uma versão melhorada do que somos. http://little61tucker.diowebhost.com/11435737/como-elaborar-imagens-em-time-lapse transformou pessoas sem talentos em celebridades.


Vivemos em uma época em que somos o que postamos, não o que fazemos. Nossa individualidade virou artefato para consumo externo, o que os especialistas chamam de "personal brands". Entretanto a onda que nos empapuçou de Kardashians e Pugliesis agora começa a doar sinais de decadência. Por que passamos em tão alto grau tempo vivendo experiências que não são nossas ou escancarando nossas vidas à espera de likes? A organização de tendências Box1824 detectou um novo modo entre jovens de dezoito e vinte e quatro anos, o de deixar as mídias sociais ou decretar uma amplo transformação em como elas funcionam.


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